Caraguatatuba amplia vacinação contra dengue, febre amarela e influenza e cobra acesso a imóveis para combate ao Aedes
Secretaria de Saúde inclui profissionais da rede pública e privada na imunização e alerta para a recusa de moradores em receber agentes de zoonoses
A Secretaria de Saúde de Caraguatatuba anunciou avanços na campanha de imunização contra dengue, febre amarela e influenza e fez um apelo direto à população: receber os agentes de controle de zoonoses nas residências segue sendo decisivo para conter a proliferação do mosquito Aedes aegypti no município.
Novos públicos contemplados
A vacina contra a dengue, que até então estava disponível para crianças e adolescentes de 10 a 15 anos, passa agora a contemplar também profissionais de saúde que atuam nas redes pública e privada da cidade. A ampliação acompanha estratégias adotadas em outros municípios do Litoral Norte, em meio ao histórico de surtos da doença durante a alta temporada.
Além da dengue, a pasta reforça a oferta da vacinação contra febre amarela e influenza nas unidades básicas de saúde, em uma frente integrada de proteção sazonal.
Recusa em receber agentes preocupa
Outro ponto destacado pela Secretaria é a resistência de parte dos moradores em permitir a entrada de agentes de zoonoses nos imóveis. As visitas são essenciais para identificar focos do mosquito transmissor da dengue, da zika e da chikungunya em quintais, caixas d'água, vasos e calhas — locais que costumam concentrar criadouros mesmo em domicílios bem cuidados.
Quando o acesso é negado, áreas inteiras podem permanecer sem inspeção, o que compromete o trabalho de bloqueio em quadras com casos suspeitos ou confirmados da doença.
Cuidado redobrado no Litoral Norte
O reforço da imunização e o apelo por colaboração da comunidade ocorrem em um período sensível para Caraguatatuba, cidade que vem registrando alta sequência de movimento turístico e ampliação na ocupação hoteleira. A circulação intensa de pessoas e o acúmulo de água em períodos chuvosos elevam o risco de transmissão de arboviroses no Litoral Norte paulista.
A orientação da Secretaria é que moradores procurem as unidades de saúde para atualizar a carteira vacinal e, ao receberem visitas dos agentes, autorizem a vistoria, que é gratuita e identificada.