A campanha salarial dos servidores municipais de Caçapava entrou em uma nova fase nesta semana. Após a categoria aprovar estado de greve e recusar a proposta de reajuste apresentada pela administração municipal, a Prefeitura confirmou que vai reabrir a mesa de negociação com o Sindicato dos Servidores. A decisão veio depois que os vereadores protocolaram, no Executivo, um documento pedindo a retomada do diálogo.

A rejeição à proposta foi formalizada em assembleia realizada na terça-feira (12 de maio). Logo após a votação, parte dos servidores se deslocou até a sessão da Câmara Municipal, onde realizou ato de protesto e cobrou apoio dos parlamentares para destravar o impasse com a administração.

O que estava na mesa

A proposta recusada pela categoria previa reajuste de 4,26% nos salários e o acréscimo de R$ 100 no vale-alimentação. Com a mudança, o benefício passaria dos atuais R$ 850 para R$ 950 mensais.

O sindicato, no entanto, defende um aumento real acima da inflação e a elevação do vale-alimentação para R$ 1.000. Para a entidade, os valores oferecidos não recompõem perdas acumuladas e têm efeito limitado sobre o poder de compra dos trabalhadores e de suas famílias.

Estado de greve e próximos passos

O estado de greve aprovado pela assembleia não significa, neste momento, paralisação imediata dos serviços públicos municipais. Trata-se de um instrumento de pressão que mantém a categoria mobilizada e abre caminho para novas ações caso as negociações não avancem.

O sindicato já planeja, para a próxima terça-feira (19 de maio), uma mobilização pelas ruas da região central de Caçapava, caso não haja acordo até lá. A expectativa é que a Prefeitura apresente uma nova posição em resposta ao pedido protocolado pelos vereadores.

Resumo da campanha salarial

  • Categoria: servidores municipais de Caçapava
  • Situação atual: estado de greve aprovado em assembleia
  • Proposta recusada: reajuste de 4,26% e aumento de R$ 100 no vale-alimentação (de R$ 850 para R$ 950)
  • Reivindicação do sindicato: aumento real e vale-alimentação de R$ 1.000
  • Articulação política: vereadores protocolaram pedido para reabertura da mesa de negociação
  • Próxima etapa: nova rodada entre Prefeitura e sindicato; mobilização prevista para 19 de maio caso não haja avanço

A continuidade do impasse, segundo o sindicato, dependerá da disposição da Prefeitura em apresentar uma contraproposta que se aproxime das reivindicações da categoria. Para os servidores, a recomposição salarial e o reforço no vale-alimentação são vistos como condições mínimas para encerrar a mobilização.