A Prefeitura de Caraguatatuba apresentou um projeto-piloto para reorganizar a ocupação da Praia Martim de Sá, um dos principais cartões-postais do Litoral Norte paulista. A proposta busca conciliar a atividade comercial na faixa de areia com o uso público do espaço, ampliando a área destinada aos banhistas e reduzindo a poluição visual no local.

Como será a nova organização

O plano prevê a instalação de 14 miniquiosques padronizados, cada um com dimensões de 2,5 metros por 2,5 metros. As estruturas serão destinadas aos ambulantes que comercializam artigos de praia e que já atuam no ponto há mais de duas décadas. O modelo adotado como referência é o miniquiosque Coco Loko.

Com a padronização, a administração municipal pretende organizar os pontos de venda de forma uniforme, liberando mais espaço na areia para os frequentadores e melhorando a paisagem da orla.

Critérios sociais de prioridade

O projeto estabelece critérios sociais para a concessão dos pontos. Terão prioridade os ambulantes com mais de 20 anos de atuação regular na praia, além de pessoas com deficiência, idosos e responsáveis por filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Prazos e tramitação

A implantação das mudanças está prevista para o período de 2027 a 2028, conforme apresentado à Superintendência do Patrimônio da União (SPU), órgão federal responsável pela gestão das áreas de praia. A definição junto à SPU é uma etapa necessária porque as faixas de areia são consideradas bens da União.

A Praia Martim de Sá é um dos pontos turísticos mais procurados de Caraguatatuba, com grande fluxo de visitantes especialmente na alta temporada, o que reforça o interesse do município em ordenar a ocupação da orla.