Um homem de 50 anos foi preso em flagrante na manhã de quinta-feira (28) em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo, depois de invadir a casa da ex-companheira e agredir a mulher, os filhos dela e um bebê que estava no imóvel. O suspeito já era alvo de uma medida protetiva que o proibia de se aproximar da vítima e, segundo a polícia, ignorou a determinação judicial ao entrar na residência.

O caso ocorreu no bairro Pegorelli, na região sul do município. De acordo com o relato da vítima aos policiais, o homem pulou o portão da casa e partiu para cima dela. A mulher contou que ele tentou atingi-la primeiro com uma garrafa de vidro e, ao não conseguir, passou a desferir socos e chegou a tentar enforcá-la.

Crianças tentaram socorrer a mãe

A situação se agravou quando os filhos da vítima tentaram intervir para defender a mãe e também acabaram feridos durante a agressão. Conforme o registro policial, até mesmo um bebê que estava dentro do imóvel foi atingido pelo agressor.

Machucada, a mulher conseguiu deixar a residência com parte das crianças e pediu socorro a moradores da rua. Foram os próprios vizinhos que ajudaram a retirar do imóvel o bebê que havia ficado para trás e acionaram a Polícia Militar pelo telefone 190.

Suspeito segue à disposição da Justiça

Equipes que atenderam a ocorrência localizaram e detiveram o homem, que foi conduzido ao plantão policial de Caraguatatuba. Ele permanece preso e à disposição do Poder Judiciário, e deverá responder por violência doméstica, lesão corporal e descumprimento de medida cautelar.

O episódio reforça o alerta sobre o risco de descumprimento de medidas protetivas, instrumento previsto pela Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) para afastar o agressor da vítima. A violação da medida, por si só, é crime e pode levar à prisão.

Onde buscar ajuda

Vítimas e testemunhas de violência doméstica podem acionar a Polícia Militar pelo 190 em situações de emergência. Denúncias e orientações também podem ser feitas pela Central de Atendimento à Mulher, no número 180, que funciona 24 horas e é gratuito. Casos podem ainda ser registrados nas delegacias de polícia do Litoral Norte.