Um homem de 21 anos morreu baleado por policiais militares na noite de segunda-feira (2/11), no bairro Olaria, em Caraguatatuba. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial. Segundo o boletim de ocorrência, a PM foi chamada após uma denúncia de ameaça e de disparo de arma de fogo durante uma briga familiar.

O que diz a versão policial

De acordo com o relato dos policiais que consta no registro, Luan Vitor Silva Santos entrou em uma casa, tirou uma arma artesanal de uma mochila e não obedeceu às ordens para largá-la. Os agentes fizeram cinco disparos: três de fuzil e dois de pistola. Uma equipe do SAMU foi ao local e constatou a morte.

Até a publicação desta reportagem, essa era a única versão conhecida do que aconteceu. Não houve manifestação pública da família nem da Secretaria da Segurança Pública (SSP) sobre o caso.

Apreensões

Segundo o boletim, a polícia apreendeu na ocorrência:

  • uma arma artesanal calibre .380;
  • 919 gramas de maconha;
  • um caderno com anotações parecidas com uma contabilidade do tráfico de drogas.

Mãe autuada, companheira investigada

A mãe do jovem foi autuada por dano qualificado, suspeita de danificar uma viatura da PM durante a ocorrência. Ela pagou fiança de um salário mínimo. A companheira dele segue investigada, mas não foi indiciada nesta fase: segundo o registro, não havia provas individualizadas de que ela participasse do tráfico.

Próximos passos

Os exames periciais e as imagens das câmeras corporais dos policiais devem ajudar a esclarecer como a abordagem aconteceu. Em São Paulo, mortes em intervenção policial são investigadas pela Polícia Civil e também pela própria corporação, e o Ministério Público acompanha os casos. Até agora não foram divulgados o resultado da perícia, os nomes dos policiais envolvidos nem a delegacia responsável pelo inquérito.