Caraguatatuba fica sem ônibus urbanos após paralisação na SOU
Motoristas da concessionária interromperam as viagens na manhã desta terça-feira (22); Prefeitura diz acompanhar o impasse trabalhista e não há previsão de normalização
O transporte coletivo urbano de Caraguatatuba parou na manhã desta terça-feira (22), depois que motoristas da SOU, concessionária responsável pelo serviço no município, interromperam as atividades. Com os ônibus fora de circulação, passageiros se acumularam no terminal rodoviário à espera de uma definição sobre a retomada das viagens.
O que motivou a interrupção
Segundo relatos de funcionários, a mobilização teria sido provocada pela falta de pagamento de um benefício. Os trabalhadores afirmam que a frota só voltará a rodar depois que o valor for regularizado. Nem a empresa nem a entidade sindical se manifestaram publicamente sobre o caso até a divulgação das informações.
Em nota, a Prefeitura de Caraguatatuba, por meio da Secretaria de Segurança Pública e Mobilidade Urbana (SESMOB), informou que acompanha a paralisação, deflagrada pelo sindicato em razão de questões trabalhistas envolvendo os funcionários e a concessionária. A administração municipal afirmou ainda que seguirá monitorando a situação e divulgará novas informações assim que houver atualização sobre a retomada da operação.
Impacto para quem depende do ônibus
A interrupção atinge em cheio a rotina de moradores que usam o transporte público para chegar ao trabalho, às escolas, às unidades de saúde e a outros serviços essenciais. Em uma cidade com bairros distantes do centro e forte movimentação ao longo da orla, o ônibus urbano é, para boa parte da população, a única alternativa de deslocamento diário sem custo de combustível ou aplicativo.
Como o serviço é prestado por concessão, cabe à Prefeitura fiscalizar a execução do contrato. Até o momento, o município informou apenas que acompanha o caso, sem anunciar medidas administrativas ou plano emergencial de atendimento aos passageiros.
O que a divulgação não traz
- Quantas linhas foram atingidas e quantos motoristas aderiram ao movimento;
- Qual é o benefício em atraso e há quanto tempo o pagamento não é feito;
- Se há previsão de horário ou de data para a normalização das viagens;
- Posicionamento da SOU e do sindicato que representa a categoria;
- Se foi acionado algum atendimento emergencial ou frota mínima durante a paralisação;
- Se o impasse foi levado a alguma instância de negociação ou à Justiça.
Passageiros que dependem das linhas urbanas devem considerar alternativas de deslocamento enquanto não houver anúncio oficial de retomada. A reportagem será atualizada caso a Prefeitura, a concessionária ou o sindicato divulguem novas informações.
Com informações de A Guardiã da Notícia.