A Prefeitura de Caraguatatuba levou à mesa, na quinta-feira (17), três queixas que se repetem entre moradores do município: interrupções no abastecimento de água, dúvidas sobre a qualidade do que sai da torneira e ruas que ficam mal recompostas depois de obras da Sabesp. O encontro foi realizado no gabinete e convocado pelo prefeito Mateus Silva.

Participaram da reunião representantes da Sabesp, concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto na cidade, da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) e da Unidade Regional de Serviços de Saneamento, segundo informações publicadas pelo portal Fala Caraguá.

O que está em discussão

Os três pontos levados pela administração municipal tratam de etapas diferentes do mesmo serviço. O abastecimento diz respeito à regularidade da distribuição, tema sensível em um município litorâneo que tem forte oscilação de população entre a temporada e os meses de baixa ocupação. A qualidade da água envolve o padrão do produto entregue ao consumidor, item sujeito a monitoramento periódico.

Já a recuperação de vias se refere ao trabalho que vem depois da intervenção: quando a concessionária abre valas em ruas e avenidas para instalar ou consertar redes, cabe a ela devolver o pavimento às condições anteriores. Falhas nessa etapa costumam gerar buracos, remendos irregulares e reclamações de motoristas e pedestres.

Papel da Arsesp

A presença da Arsesp na reunião dá ao encontro um caráter regulatório. A agência estadual é o órgão que fiscaliza a prestação dos serviços de saneamento delegados no estado de São Paulo, acompanha o cumprimento de metas contratuais e pode ser acionada por usuários e por prefeituras quando há indícios de descumprimento.

A reportagem não teve acesso a eventuais encaminhamentos, prazos ou compromissos firmados no encontro. Moradores que enfrentam falta de água, alteração na aparência ou no odor da água ou problemas de pavimento após obras podem registrar ocorrência nos canais de atendimento da concessionária e, se o caso não for resolvido, recorrer à ouvidoria da Arsesp.

Informações do portal Fala Caraguá.