Caraguatatuba será palco, de 24 a 26 de julho de 2026, do I Congresso do Observatório da Paisagem do Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo. O encontro científico e cultural acontece no Centro Universitário Campus Martim de Sá, tem participação gratuita e adota formato híbrido, com atividades presenciais e transmissões online.

Organizado em torno do tema "Patrimônio, Territórios e Temporalidades", o congresso propõe um espaço de diálogo com a comunidade e de articulação entre instituições, com foco em políticas públicas voltadas à preservação, salvaguarda e restauração da memória, do meio ambiente e das identidades coletivas da região.

Uma rede regional consolidada desde 2017

O evento marca a consolidação do Observatório da Paisagem, rede colaborativa criada em 2017 em São Luiz do Paraitinga. A iniciativa nasceu de uma parceria entre a Casa do Patrimônio do IPHAN-SP, a Universidade de Taubaté e diversos agentes regionais, articulando pesquisadores e defensores do patrimônio do interior paulista e do litoral.

Chamada aberta para trabalhos acadêmicos

A comissão organizadora abriu chamada pública para submissão de trabalhos acadêmicos e relatos de experiências na Sessão Mesa de Comunicações. Estudantes, professores, pesquisadores e interessados no tema podem enviar resumos de 250 a 500 palavras por meio de formulário digital disponível na página do evento.

A emissão de certificados de participação está condicionada à apresentação efetiva dos projetos ao longo dos três dias de programação.

Debates sobre paisagem e patrimônio

Os painéis do congresso tomam como referência documentos de relevância nacional e internacional, como a Carta de Nova Olinda, a Declaração de Quebec do ICOMOS e preceitos constitucionais sobre direitos culturais. A proposta é interpretar as paisagens como sistemas complexos e frágeis, considerando elementos tangíveis e intangíveis das cidades, e discutir formas de conter impactos negativos gerados pela expansão socioeconômica na faixa costeira e no interior paulista.

Para Caraguatatuba e o Litoral Norte, o congresso reforça a agenda de preservação do patrimônio cultural e ambiental de uma região marcada pela cultura caiçara e por forte pressão urbana e turística.