Ubatuba recebe Festival da Cultura Japonesa após seis anos de ausência com expectativa de 20 mil visitantes
13ª edição do evento gratuito celebra 118 anos de imigração japonesa e aquece a economia local durante a baixa temporada turística
Ubatuba voltará a sediar o Festival da Cultura Japonesa depois de seis anos de interrupção. A 13ª edição do evento, organizada pela Associação Nipo-Brasileira de Ubatuba (Anibra) com apoio da Prefeitura Municipal e da Fundart, acontecerá na Praça de Eventos da Avenida Iperoig ao longo de quatro dias com entrada gratuita para o público.
A expectativa dos organizadores é receber cerca de 20 mil visitantes, número expressivo sobretudo por se tratar de um período de menor fluxo turístico na cidade. Para os setores de hotelaria, restaurantes, comércio varejista e transporte, o festival representa uma janela de aquecimento econômico relevante nos meses de inverno.
Programação que mistura tradição e cultura pop
A grade de atrações contempla tanto manifestações culturais tradicionais quanto expressões contemporâneas da cultura japonesa e asiática. Entre os destaques estão as apresentações dos tambores taiko, danças típicas, demonstrações de artes marciais e concursos de cosplay. O público também poderá acompanhar atividades ligadas ao universo dos animes e apresentações de K-pop, gênero musical sul-coreano que conquistou grande audiência entre os jovens brasileiros.
A gastronomia nipônica estará representada em uma praça alimentar com pratos clássicos como sushi e yakisoba, além de especialidades regionais menos conhecidas do grande público.
Patrimônio cultural vivo
O evento marca os 118 anos da imigração japonesa no Brasil, data que ressalta a profundidade histórica da presença nipo-brasileira no país. Em Ubatuba, essa herança é mantida viva por aproximadamente 200 famílias de descendentes, que preservam costumes, língua e tradições ao longo das gerações.
A retomada do festival, após o longo intervalo de seis anos, é vista pela Anibra como uma oportunidade de reconectar a comunidade local e apresentar essa cultura a novos públicos, especialmente às gerações mais jovens nascidas na cidade.