A Polícia Civil de Ilhabela deflagrou nesta quinta-feira (20/8) a 'Operação Curto-Circuito', uma ação de combate a fraudes e desvios de energia elétrica em estabelecimentos comerciais do município. A ofensiva foi conduzida em conjunto com a Polícia Militar, a Prefeitura e a equipe técnica da Neoenergia, concessionária responsável pela distribuição de energia na cidade.

Ao todo, 11 estabelecimentos comerciais previamente identificados com suspeita de irregularidades foram vistoriados simultaneamente pelas equipes. Durante as inspeções, os investigadores relataram ter encontrado alterações em conexões elétricas e nos sistemas de medição, com indícios de consumo de energia não registrado pelos medidores.

Ocorrências e desdobramentos

Segundo a Polícia Civil, os gerentes dos 11 comércios foram conduzidos à delegacia, onde foram registrados 11 boletins de ocorrência para dar início às investigações formais. Os responsáveis podem responder criminalmente, além de estarem sujeitos a penalidades administrativas e à cobrança pela energia consumida de forma irregular.

A operação mobilizou uma estrutura considerável: 23 veículos — sendo 7 da Polícia Civil, 3 da Polícia Militar, 10 da concessionária e 3 da Prefeitura — e um efetivo de 46 profissionais.

Furto de energia é crime

A polícia reforçou que o desvio de energia elétrica não é apenas uma infração administrativa, mas configura crime previsto no Artigo 155 do Código Penal, que trata do furto. Para efeitos penais, a eletricidade é legalmente equiparada a bem móvel, o que permite o enquadramento criminal de quem realiza as ligações clandestinas.

De acordo com os investigadores, o chamado 'gato' de energia prejudica toda a sociedade, pois pode encarecer as contas dos consumidores regulares e criar riscos à segurança, como sobrecarga da rede e acidentes graves. As autoridades informaram que novas inspeções podem ser realizadas em locais que apresentem sinais de violação de medidores ou de conexões ilegais.