A 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela deve atrair mais de 60 mil turistas e injetar cerca de R$ 40 milhões na economia do município, segundo estimativas apresentadas pelo prefeito Toninho Colucci. Considerado o maior evento náutico da América Latina, a competição reforça o título de Capital Nacional da Vela e movimenta o comércio e o setor de serviços em um período que costuma ser mais tranquilo para o turismo de praia.

Para o prefeito, a programação representa uma espécie de segunda alta temporada para a cidade. O volume de visitantes previsto praticamente triplica a população local e aquece toda a cadeia produtiva ligada ao turismo durante os dias de regatas.

Comércio e serviços no centro do impacto

Colucci destacou que hotéis, pousadas, restaurantes, quiosques, empresas de passeios turísticos e o comércio em geral se preparam ao longo do ano para receber o público do evento. Segundo ele, esse esforço se traduz em ocupação da rede hoteleira e em faturamento para pequenos e médios negócios da ilha.

"O evento injeta mais de R$ 40 milhões na economia de Ilhabela. Hotéis, pousadas, restaurantes, quiosques, passeios turísticos e o comércio se preparam durante o ano inteiro para este momento", afirmou o prefeito.

Preocupação ambiental durante as regatas

Além do retorno econômico, a gestão municipal ressalta o compromisso ambiental da organização. Velejadores recebem orientações para preservar as baleias durante a temporada de migração, e o evento inclui ações de conscientização sobre o descarte correto de resíduos.

Calendário permanente contra a sazonalidade

De acordo com o prefeito, o diferencial de Ilhabela é manter uma agenda de eventos ao longo de todo o ano, o que ajuda a reduzir a sazonalidade do turismo. Após a Semana Internacional de Vela, o município realiza o Festival do Camarão e, na sequência, as comemorações de aniversário da cidade, além de outras atividades culturais, esportivas e gastronômicas.

A edição de 2026 acontece entre 24 de julho e 1º de agosto, com regatas, Race Village e estandes de órgãos ambientais. Neste ano, a competição retomou as duas raias competitivas para acomodar com mais segurança a frota de mais de 125 veleiros.