Ilhabela: Vela do Amanhã reúne 200 crianças na Semana de Vela
Regata educativa idealizada por Mauro Dottori cresceu de 40 para quase 200 participantes em nove anos e virou marca registrada da SIVI
Entre os veleiros de oceano que dominam as raias da Semana de Vela de Ilhabela (SIVI), uma disputa segue uma lógica diferente: nela, o objetivo não é cruzar a linha de chegada em primeiro, mas colocar crianças em contato com o mundo da vela. É a Regata Vela do Amanhã, hoje um dos capítulos mais tradicionais do calendário da competição e apontada como o maior legado do velejador Mauro Dottori no evento.
Um legado que nasceu no Yacht Club
Por muitos anos à frente da direção do Yacht Club de Ilhabela, Dottori deu início ao projeto há cerca de nove anos. A ideia surgiu quando ele ajudava o velejador Alexandre Parededa na compra de uma embarcação e propôs criar uma iniciativa voltada a aproximar o público infantil do esporte.
As primeiras velejadas aconteceram pouco antes da pandemia. Com o apoio de Cuca Sodré, responsável técnico da SIVI, cerca de 40 crianças de cinco escolas de vela tiveram o primeiro contato com o que é descrito como o maior encontro da vela oceânica da América Latina.
De 40 a quase 200 participantes
Depois de uma pausa durante o período pandêmico, o projeto ganhou fôlego a cada edição. Foram cerca de 70 participantes na segunda temporada, número que saltou para 120 e hoje chega a aproximadamente 200 crianças, vindas de 16 escolas de vela.
A iniciativa extrapolou os limites do Litoral Norte paulista e passou a atrair jovens de diferentes regiões, como Ilha Grande, no Rio de Janeiro, Praia Grande, no litoral de São Paulo, e municípios do interior paulista, entre eles Barra Bonita e Paraibuna.
Ao ampliar o acesso de crianças à vela oceânica, a Vela do Amanhã reforça o papel formativo da Semana de Vela de Ilhabela, que em 2026 chega à sua 53ª edição e retoma o formato com duas raias competitivas para acomodar a numerosa frota de veleiros.