Ipem-SP fiscaliza radares em Caraguatatuba e Ubatuba
Auditorias metrológicas na malha urbana e na BR-101 calibram equipamentos e validam multas aplicadas a motoristas no Litoral Norte
O Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) percorreu esta semana os radares de controle de velocidade de Caraguatatuba e Ubatuba para realizar aferições e verificações metrológicas obrigatórias. Conduzido por técnicos da regional de São José dos Campos, o trabalho tem como finalidade calibrar os aparelhos e assegurar a validade jurídica das multas aplicadas aos condutores no Litoral Norte.
Como foi a operação nas duas cidades
A fiscalização começou por Caraguatatuba na quinta-feira (16/7), com verificações em pontos de grande fluxo do perímetro urbano. Entre os endereços vistoriados estão as avenidas Arthur Costa Filho, Brasil, Frei Pacífico Wagner, Padre Anchieta, Prisciliana de Castilho e Prestes Maia.
Na sexta-feira (17/7), as equipes seguiram para Ubatuba, onde os testes se concentraram em quatro trechos da rodovia federal BR-101, entre os quilômetros 35 e 50 da faixa litorânea.
Por que a aferição é obrigatória
De acordo com a portaria federal Inmetro 158/2022, todo controlador eletrônico de velocidade precisa ser homologado ao menos uma vez por ano — ou logo após qualquer manutenção ou reparo em seus componentes. A regra existe para garantir que a medição registrada corresponda à velocidade real do veículo.
Cada aparelho leva de 20 minutos a uma hora para ser avaliado. O procedimento usa uma viatura oficial equipada com sensores de alta precisão, que cruza dados fotográficos em cinco velocidades diferentes para comparar os resultados do radar com o padrão de referência.
O que acontece após os testes
Vinculado à Secretaria da Justiça e Cidadania, o Ipem-SP destaca que o funcionamento regular desses equipamentos ajuda a prevenir acidentes e a proteger pedestres e motoristas. Os radares que ficam dentro das margens de erro toleradas recebem um laudo de aprovação válido por doze meses. Já os reprovados são interditados até que as empresas responsáveis corrijam as falhas detectadas.
Para o motorista, a aprovação nos testes é o que dá respaldo legal às autuações: sem o certificado de aferição em dia, as multas emitidas pelo aparelho podem ser questionadas.