Juquehy: Prefeitura apreende 600 tijolos em ocupação irregular
Ação de fiscalização ambiental em São Sebastião mira construção de moradias em área sensível na Rua da Sabesp, no setor 37 de Juquehy
A Prefeitura de São Sebastião realizou uma operação de fiscalização ambiental no bairro de Juquehy, na Costa Sul do município, e apreendeu 600 tijolos cerâmicos que, segundo a administração municipal, seriam usados na construção irregular de moradias. O material foi recolhido na Rua da Sabesp, no setor 37 da região.
De acordo com a Prefeitura, a ação faz parte do esforço contínuo de combate ao crescimento desordenado e à ocupação de áreas ambientalmente sensíveis e de núcleos informais espalhados pelo território sebastianense. A operação ocorreu em ponto afastado do centro urbano, dentro do que o governo classifica como uma estratégia abrangente de proteção territorial.
Ação integrada entre órgãos
A fiscalização reuniu diferentes agências municipais e de segurança. Participaram da operação a Guarda Municipal, a Polícia Ambiental e servidores da Secretaria de Serviços Públicos, além de inspetores ambientais responsáveis pelo controle urbano.
Segundo os responsáveis pela ação, a medida está alinhada às exigências legais e busca preservar tanto os processos de regularização fundiária quanto as áreas de proteção ambiental. A ocupação irregular em encostas, margens de cursos d'água e áreas de vegetação nativa é uma preocupação recorrente no Litoral Norte, região marcada pela expansão de moradias em terrenos sujeitos a restrições ambientais e a riscos geológicos.
Monitoramento permanente
A Prefeitura reforçou que mantém uma abordagem integrada de fiscalização, com monitoramento permanente, controle urbano e ações de preservação ambiental em todas as regiões do município. A administração afirma que operações como a de Juquehy devem continuar como parte da política de contenção da ocupação desordenada.
Juquehy é um dos principais bairros da Costa Sul de São Sebastião e recebe intenso fluxo de turistas em alta temporada, o que pressiona a expansão urbana e reforça, segundo a Prefeitura, a necessidade de vigilância sobre novas construções em áreas protegidas.