O Orient Express Corinthian, considerado o maior iate a vela do mundo, já navega pelo Mediterrâneo após ser entregue dois meses antes do prazo previsto. Com 220 metros de comprimento — cerca de 721 pés —, o veleiro foi construído pelo estaleiro francês Chantiers de l'Atlantique, em Saint-Nazaire, e marca a estreia da histórica marca Orient Express, fundada em 1883, no segmento de cruzeiros de luxo.

A embarcação foi batizada no dia 29 de abril, em cerimônia tradicional no casco, e dois dias depois deixou o estaleiro rumo à Riviera Francesa para iniciar a temporada inaugural, hasteando a bandeira da França. A construção levou dois anos.

Por que a estreia interessa ao Litoral Norte

Embora distante das águas brasileiras, o lançamento ganha relevância para a costa paulista por reforçar tendências do mercado de turismo náutico de alto padrão, segmento em que o Litoral Norte busca consolidação. Ilhabela é internacionalmente reconhecida como capital da vela no país, com calendário de regatas que atrai velejadores estrangeiros, enquanto Ubatuba avança em discussões sobre um complexo náutico no Saco da Ribeira e São Sebastião amplia operações de passeios e travessias entre Cigarras, Toque-Toque e o Lázaro.

O movimento global em direção a veleiros de grande porte movidos a turismo de experiência dialoga com debates locais sobre ordenamento de marinas, infraestrutura de embarque e padrões de boas práticas — tema que voltou ao centro da agenda no Litoral Norte com a abertura da Temporada de Baleias e Golfinhos 2026 em Ilhabela e com a 12ª Semana do Mar, em Ubatuba.

Um novo capítulo para a marca Orient Express

O batismo do veleiro coroa a aposta da Orient Express, conhecida há mais de 140 anos pelos trens de luxo na Europa, em diversificar sua atuação para o turismo marítimo. A parceria com a Chantiers de l'Atlantique, um dos maiores estaleiros do mundo, sinaliza o interesse da indústria de cruzeiros em embarcações mais sustentáveis e ancoradas em propulsão à vela como diferencial de mercado.

Para operadores e empreendedores do setor náutico do Litoral Norte paulista, a estreia do Corinthian funciona como termômetro de um mercado internacional em expansão — referência para roteiros, padrões de serviço e investimentos que podem chegar à costa brasileira nos próximos anos.