Um pinguim-de-Magalhães jovem foi resgatado na manhã desta terça-feira (30/06) na Praia das Toninhas, em Ubatuba, após ser encontrado encalhado na faixa de areia com sinais evidentes de esgotamento físico. A ocorrência mobilizou o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), que chegou primeiro ao local, isolou a área para proteger o animal e acionou os especialistas responsáveis pelo monitoramento costeiro da região.

A ave foi recolhida por técnicos do Instituto Argonauta, organização que coordena o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) no Litoral Norte paulista. Em seguida, o pinguim foi encaminhado ao Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD), localizado em Ubatuba, onde passou por avaliação veterinária, exames clínicos e início de tratamento para reverter o quadro de desidratação e subnutrição.

Início da migração eleva risco para aves mais jovens

Segundo o Instituto Argonauta, o episódio é característico deste período do ano. A chegada do inverno marca o início da rota migratória dos pinguins-de-Magalhães, que partem das costas da Argentina e do Chile em direção ao Brasil. Os indivíduos mais jovens, sem experiência acumulada nas longas travessias oceânicas, são os que mais sofrem com as exigentes correntes marítimas e acabam encalhando nas praias paulistas com frequência.

Desde o começo da estação fria, o monitoramento costeiro da região já contabilizou 128 registros da espécie, com 28 animais resgatados com vida. O pinguim das Toninhas passou a integrar um grupo de 13 indivíduos que se encontram internados e sob suporte nutricional intensivo no CRD de Ubatuba.

O que fazer ao encontrar um pinguim na praia

As autoridades ambientais reforçam orientações importantes para moradores e turistas que se depararem com pinguins encalhados:

  • Mantenha distância segura e não toque no animal;
  • Não tente devolvê-lo ao mar por conta própria;
  • Não ofereça água, alimentos ou coloque o animal em ambientes refrigerados;
  • Afaste cães e outras pessoas do entorno;
  • Acione imediatamente os canais de resgate especializado.

A recomendação é que qualquer avistamento seja comunicado ao Instituto Argonauta ou ao Corpo de Bombeiros, para garantir atendimento rápido e adequado. A intervenção precoce é determinante para a recuperação dos animais e seu posterior retorno ao habitat natural.