Uma operação da Polícia Militar de Ubatuba resultou, no domingo (17), na prisão em flagrante de um homem apontado como responsável por armazenar entorpecentes para o tráfico de drogas no bairro Perequê-Açu. A ação desarticulou o que os policiais classificam como uma "casa bomba", imóvel usado exclusivamente como depósito logístico para fracionamento e embalagem de drogas destinadas à venda.

De acordo com a corporação, a abordagem teve origem em denúncia anônima que indicava o uso da residência para guardar entorpecentes. Ao chegar ao local, os policiais avistaram o suspeito em frente ao imóvel e iniciaram a busca pessoal, na qual não foi encontrado nada de ilícito. Questionado, o homem confessou a função do imóvel e autorizou a entrada das equipes.

O que foi apreendido

Dentro da residência, em duas mochilas, os policiais localizaram um conjunto expressivo de entorpecentes já fracionados, prontos para distribuição:

  • 2.290 eppendorfs de cocaína, totalizando cerca de 1,9 kg;
  • 1.283 pedras de crack, com aproximadamente 790 gramas;
  • 419 porções de maconha, somando cerca de 1,1 kg;
  • 84 microtubos de haxixe, com aproximadamente 215 gramas;
  • 59 comprimidos de ecstasy, totalizando cerca de 60 gramas;
  • 4 tubos de lança-perfume, com 410 ml.

Segundo a Polícia Militar, o prejuízo estimado ao crime organizado ultrapassa R$ 60 mil. O suspeito relatou aos agentes que recebia R$ 500 mensais de outro traficante para manter o material armazenado no imóvel.

Encaminhamento

O preso foi conduzido à Delegacia de Polícia Judiciária de Ubatuba, onde a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante por tráfico de entorpecentes. Ele permanece à disposição da Justiça, e todo o material recolhido foi apresentado como prova.

Contexto no Litoral Norte

A apreensão no Perequê-Açu se soma a uma sequência de ocorrências que mantêm a segurança pública no centro do debate em Ubatuba e nas demais cidades do Litoral Norte paulista. A região tem registrado nos últimos dias episódios sensíveis ligados à violência urbana e doméstica, o que reforça a pressão por presença policial constante em bairros de maior densidade populacional, especialmente em períodos de alta circulação de turistas.

O modelo da chamada "casa bomba" é considerado por especialistas em segurança pública um elo central da logística do tráfico, por concentrar grandes volumes de droga já preparados para a venda. A desarticulação desse tipo de ponto, segundo a PM, tem impacto direto na oferta de entorpecentes nas ruas e na receita das organizações criminosas.