A Polícia Civil concluiu o indiciamento do proprietário da moto aquática envolvida em um acidente trágico ocorrido em Ilhabela no dia 24 de maio, que resultou na morte de Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos.

Dheorge e Bruna Damaris, de 26 anos, estavam em um passeio de jet-ski quando a embarcação começou a afundar. Arrastados pela correnteza para o mar aberto, os dois ficaram à deriva. Bruna foi resgatada com vida por um pescador após mais de 40 horas no oceano — uma sobrevivência que mobilizou atenção de todo o litoral norte paulista. O corpo de Dheorge foi encontrado no dia 1º de junho, e a causa da morte foi confirmada como afogamento.

O proprietário da embarcação foi indiciado por três crimes: homicídio culposo majorado, falsidade ideológica e exercício ilegal de atividade. A tipificação mais grave — homicídio culposo majorado — indica que as circunstâncias do acidente apontam para negligência ou imprudência com agravantes previstos em lei.

Em paralelo à investigação policial, a Marinha do Brasil conduz um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), procedimento padrão para apurar responsabilidades em ocorrências marítimas e eventuais irregularidades nas condições da embarcação ou na habilitação de quem a operava.

O caso reacende o debate sobre a segurança no turismo náutico na região. Ilhabela, arquipélago reconhecido mundialmente pela prática de esportes aquáticos, conta com intensa movimentação de embarcações particulares e comerciais durante todo o ano, especialmente no período de alta temporada.