Proprietário de moto aquática é indiciado pela morte de jovem em acidente no mar de Ilhabela
Polícia Civil conclui etapa da investigação e aponta três crimes; defesa contesta o indiciamento
A Polícia Civil deu um passo decisivo na apuração do caso que chocou o Litoral Norte paulista: Joaquim Rodrigues da Silva Neto, o "Neto Mineiro", dono da moto aquática envolvida em um passeio que terminou em tragédia em Ilhabela, foi indiciado por homicídio culposo majorado, falsidade ideológica e exercício ilegal de atividade.
A vítima fatal foi Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos, cujo desaparecimento mobilizou equipes de busca por nove dias. O corpo foi encontrado pelo Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar). Já Bruna Damaris Sant'Anna da Silva, que estava com ele no momento do acidente, sobreviveu após permanecer cerca de 42 horas à deriva no mar, em uma história que ganhou repercussão em todo o país.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o laudo necroscópico emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) já foi concluído, e a Delegacia de Ilhabela segue trabalhando para reunir todos os elementos necessários para esclarecer as circunstâncias exatas do acidente e delimitar as responsabilidades dos envolvidos.
Novos vídeos e depoimentos também passaram a integrar o inquérito. O material pode ajudar a esclarecer de que forma a moto aquática foi operada e se houve irregularidades na condução da atividade pelo proprietário — ponto central das acusações de exercício ilegal e falsidade ideológica.
A defesa de Neto Mineiro, no entanto, contesta a medida. Os advogados afirmam que o indiciamento tem caráter provisório e destacam que o empresário ainda não foi formalmente intimado para prestar esclarecimentos às autoridades. O caso segue em investigação, com novas audiências e análises periciais previstas para os próximos desdobramentos.