O repórter Matheus Agostinho, da TV Band Vale, foi alvo de um ataque na última quinta-feira (16) enquanto realizava uma cobertura jornalística em Ubatuba. Segundo o relato do próprio profissional, uma funcionária de um estabelecimento comercial jogou um balde de água contra ele com o objetivo de interromper o trabalho da imprensa.

De acordo com Agostinho, ele gravava imagens da fachada de um comércio que, supostamente, teria ligação com um caso de grande repercussão na região. O jornalista preferiu não divulgar qual era o tema específico da reportagem que produzia no momento em que foi surpreendido pela agressão.

Cobertura em via pública

O registro de fachadas em espaços de livre circulação é uma prática amparada pelo exercício da atividade jornalística. Casos em que profissionais de imprensa são hostilizados durante coberturas costumam ser tratados como episódios que envolvem o direito de informar e a liberdade de imprensa, previstos na Constituição.

Até a divulgação do caso, não haviam sido informados detalhes sobre eventual registro de boletim de ocorrência ou providências tomadas em relação ao ataque. As imagens circularam nas redes sociais e repercutiram entre moradores e profissionais de comunicação do Litoral Norte.

Liberdade de imprensa em pauta

Entidades de classe e sindicatos de jornalistas costumam se manifestar em situações desse tipo, classificando ataques a repórteres em serviço como tentativas de cerceamento do trabalho da imprensa. O episódio em Ubatuba se soma a um debate recorrente sobre as condições de segurança para o exercício da profissão em coberturas de campo.