São Sebastião retira 41 veículos abandonados das ruas em 2026
Operação Cidade Limpa recolheu carros deixados em 14 bairros entre janeiro e agosto e alerta para risco de dengue e custos ao proprietário
A Prefeitura de São Sebastião recolheu 41 veículos abandonados das vias públicas entre janeiro e agosto de 2026, dentro da operação permanente 'Cidade Limpa 2026'. A ação é conduzida pelo Departamento de Trânsito da Secretaria de Segurança Urbana (Segur) e tem como objetivo desobstruir os espaços públicos, melhorar a circulação e reduzir riscos à saúde e à segurança da população.
Segundo a administração municipal, a fiscalização é contínua e parte da identificação de veículos que apresentam sinais claros de abandono e permanecem por longos períodos nas ruas. Os moradores também podem colaborar comunicando casos por meio da Central de Atendimento Online da Prefeitura, na opção 'Denúncia de veículo abandonado'.
Como funciona a remoção
Antes de recolher qualquer veículo, a equipe faz a notificação e cola um adesivo informando o prazo para que o dono providencie a retirada. Se a situação não for regularizada dentro do período estabelecido, o veículo é removido e levado ao pátio.
A retirada tem base no artigo 279-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Já o artigo 328 prevê que veículos não reclamados dentro do prazo legal podem ser avaliados e destinados a leilão. Nos casos de abandono não é lavrado auto de infração, mas o proprietário continua responsável pelos custos de remoção e de estadia no pátio.
Quanto custa ao dono
- Veículos de até 1,5 tonelada, motocicletas, reboques ou semirreboques de até 750 kg: valor mínimo de cerca de R$ 345 (guincho, quilometragem e diária).
- Veículos acima de 1,5 tonelada e reboques ou semirreboques com mais de 750 kg: valor mínimo que pode chegar a aproximadamente R$ 730.
- Bicicletas e similares: diária de R$ 21,01, além da taxa de estadia.
Risco à saúde pública
Além de ocupar irregularmente o espaço público e atrapalhar a organização urbana, veículos abandonados podem acumular água parada e favorecer a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. As estruturas também servem de abrigo para ratos, escorpiões e outros animais.
Bairros com mais ocorrências
Entre as áreas com maior número de registros estão Jureia, Baleia Verde, Juquehy, Maresias, Boiçucanga, Boraceia, Centro, Varadouro, Topolândia, Itatinga, Enseada, Porto Grande, Pontal da Cruz e Canto do Mar. A Prefeitura afirma que a operação segue de forma permanente, com fiscalização e resposta às demandas encaminhadas pelos moradores.