O crescimento vertical das construções voltou ao centro da discussão pública em São Sebastião. No dia 16 de julho, o Polo Regional da cidade sediou o encontro "Diálogos sobre Verticalização e Adensamento Urbano", promovido pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP) em parceria com a Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Técnicos de São Sebastião (AEAT).

O evento reuniu profissionais e lideranças do setor para debater até que ponto o adensamento e a construção de edifícios mais altos devem avançar em um município marcado pela orla, pela topografia acidentada e por áreas de preservação ambiental. Entre os presentes estava a presidente da Federação Pró-Costa Atlântica, entidade que atua em temas de ocupação e desenvolvimento do litoral.

Por que o tema volta à pauta

A verticalização é uma discussão recorrente nas cidades do Litoral Norte paulista, onde a pressão por moradia, o turismo e a valorização imobiliária convivem com limites geográficos e ambientais rígidos. Em São Sebastião, o debate ganha peso porque decisões sobre gabarito de prédios, ocupação do solo e densidade populacional afetam diretamente mobilidade, saneamento, paisagem e o custo de vida dos moradores.

Encontros técnicos como o promovido pelo CAU/SP e pela AEAT servem para aproximar arquitetos, engenheiros, poder público e sociedade civil da formulação de políticas de planejamento urbano, tema que costuma reaparecer em revisões de planos diretores e de legislação de uso e ocupação do solo.

O que está em jogo para o morador

Para o morador de São Sebastião, o rumo dessa discussão define desde a altura permitida para novos empreendimentos até a preservação de vistas, praias e áreas verdes. Debater adensamento significa avaliar como acomodar o crescimento da cidade sem sobrecarregar a infraestrutura existente nem comprometer as características que definem o município caiçara.

O encontro não deliberou mudanças na legislação, mas reforçou o tema como ponto de atenção para os próximos passos do planejamento urbano local e regional.