São Sebastião: escola tem aula sobre fake news e deepfakes
Encontro na Escola Luiza Helena de Barros, em Barequeçaba, ensinou alunos a checar informações e a reconhecer montagens feitas com inteligência artificial
A Escola Municipal Prof.ª Luiza Helena de Barros, em Barequeçaba, foi palco de uma atividade prática sobre combate à desinformação na última segunda-feira (1º/9). O encontro, voltado à comunidade escolar, tratou de fake news, deepfakes e segurança digital, com orientações objetivas para que estudantes e famílias saibam identificar conteúdos falsos antes de compartilhá-los.
A ação foi promovida pela Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria da Educação (Seduc) e do Programa Escola e Comunidade (Proec), do Ministério da Educação (MEC). A condução ficou a cargo do jornalista Rafael César, do Departamento de Comunicação (Depcom) da Secretaria de Governo.
O que são fake news
Durante a apresentação, os participantes discutiram o conceito de fake news — informações falsas ou manipuladas apresentadas como verdadeiras para enganar ou influenciar opiniões. Foram detalhadas as formas de circulação desses conteúdos em plataformas como WhatsApp, Facebook, TikTok, Instagram, X e YouTube, inclusive em grupos fechados.
Deepfakes e inteligência artificial
A palestra abordou ainda os impactos do avanço da inteligência artificial (IA) na criação de deepfakes e montagens realistas. Entre os exemplos, foram mostradas imagens falsas de figuras públicas produzidas com ferramentas de IA. Os participantes também receberam orientações para reconhecer possíveis golpes virtuais em aplicativos de mensagens.
Como checar antes de compartilhar
O encontro apresentou estratégias práticas de verificação, entre elas:
- Ler a notícia por completo antes de repassá-la;
- Conferir a confiabilidade da fonte;
- Verificar a data de publicação do conteúdo;
- Ficar atento a erros de português e outros sinais de material enganoso.
Foram indicadas também plataformas especializadas em checagem de informações, como 'Aos Fatos', 'Agência Lupa', 'Boatos.org' e 'Fato ou Fake', reforçando o papel da educação midiática na rotina de estudantes e famílias.