Com o aumento da presença de baleias-jubarte no Canal de São Sebastião durante a temporada de migração, a Prefeitura intensificou o monitoramento e as ações educativas voltadas aos operadores de embarcações turísticas. O objetivo é garantir que o avistamento dos cetáceos ocorra de forma segura e sem colocar os animais em risco.

A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Turismo (Setur) e pela Defesa Civil, em parceria com o Instituto Baleia Jubarte. Segundo a administração municipal, o foco é orientar condutores de barcos sobre as regulamentações de observação de cetáceos e evitar práticas que possam afugentar ou ferir as baleias que passam pela região nesta época do ano.

Oficina reuniu mais de 200 participantes

A municipalidade realizou uma oficina de treinamento com mais de 200 participantes, entre operadores turísticos e profissionais da marinha. A capacitação detalhou as exigências previstas nas normas de avistamento e reforçou a responsabilidade de quem trabalha com passeios náuticos no canal.

De acordo com a Prefeitura, as ações educativas terão continuidade ao longo de toda a temporada de migração, período em que a movimentação de embarcações no entorno dos animais tende a crescer.

O que dizem as regras de observação

As diretrizes seguidas em São Sebastião estabelecem uma série de cuidados durante a aproximação das baleias:

  • Manter distância mínima de 100 metros dos animais;
  • Colocar o motor em ponto morto ao se aproximar;
  • Permitir, no máximo, duas embarcações dentro do raio de 100 metros;
  • Manter os demais barcos a pelo menos 300 metros de distância;
  • Limitar a observação a 30 minutos por baleia ou grupo;
  • Proibir o mergulho junto aos cetáceos;
  • Autorizar o uso de drones apenas a distâncias seguras.

Multa pode chegar a R$ 2,5 mil

O descumprimento das normas estabelecidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pode resultar em multa de R$ 2,5 mil. A fiscalização acompanha o comportamento das embarcações durante os passeios de observação.

Além de proteger a fauna marinha, a orientação busca preservar um atrativo turístico que ganha força no Litoral Norte de São Paulo durante a passagem das jubartes, aliando a atividade econômica dos passeios náuticos à conservação ambiental.