O coordenador da Defesa Civil de Caraguatatuba, capitão Romano, disse que as vistorias na Serra Antiga da Rodovia dos Tamoios encontraram quatro locais que precisam de obras e intervenções da Concessionária Tamoios. Segundo ele, esses serviços ainda não tinham sido feitos. Ele deu a declaração em entrevista ao site A Guardiã da Notícia, publicada na manhã desta segunda-feira (14).

Naquele momento, o trecho de serra continuava interditado. A Serra Antiga foi fechada de novo às 21h30 de domingo (13), com chuva forte e a queda de uma árvore no km 77,9. Isso aconteceu poucas horas depois de uma das pistas ter sido liberada. Com o bloqueio, o tráfego foi desviado para a Serra Nova, que passou a operar em comboios.

Terceira interdição desde quinta-feira

O trecho foi fechado pela primeira vez na quinta-feira (10), durante as chuvas que atingiram o Litoral Norte, e reaberto na sexta (11). Voltou a ser interditado no sábado (12). No domingo (13), após uma vistoria com a Defesa Civil, a polícia e a concessionária, uma pista foi liberada, e ficou acertada a proteção dos pontos de risco. À noite, o trecho foi fechado pela terceira vez.

O que a Defesa Civil apontou

De acordo com o capitão Romano, os quatro pontos que dependem de intervenção da concessionária foram identificados nas vistorias feitas na serra. A entrevista não esclarece se esses locais são os mesmos pontos de risco tratados na vistoria de domingo.

O que a entrevista não detalha

  • quais são os quatro locais e em que quilômetros da serra ficam;
  • que tipo de obra ou intervenção cada ponto exige;
  • o prazo para a execução dos serviços.

Impacto na região

A reportagem da Guardiã destaca que a Tamoios é a principal ligação entre o Vale do Paraíba e o Litoral Norte. Segundo o site, as restrições no acesso afetam comércio, hotelaria, gastronomia, abastecimento e turismo. O site também diz que prefeitos da região têm cobrado soluções para os transtornos e prejuízos, e que a liberação da Serra Antiga precisa seguir critérios técnicos de segurança.

Nos últimos dias, motoristas que ficaram nas filas dos comboios relataram esperas de até cinco horas, sem acesso a água nem banheiro.

Com informações de A Guardiã da Notícia.