Taubaté confirma quarta morte por dengue em 2026 e Vale do Paraíba chega a oito óbitos pela doença
Mulher de 21 anos morreu em 28 de abril com confirmação laboratorial em maio; município segue em situação de epidemia e acende alerta também para o Litoral Norte
A Prefeitura de Taubaté confirmou nesta sexta-feira (22) a quarta morte por dengue registrada no município em 2026. A vítima é uma mulher de 21 anos, moradora do bairro Parque Três Marias, que tinha comorbidades e morreu em 28 de abril. O resultado laboratorial que apontou a doença saiu em 13 de maio, e o óbito passou a constar no painel oficial do Governo do Estado de São Paulo.
Com a nova confirmação, o Vale do Paraíba soma agora oito mortes por dengue no ano, com Taubaté concentrando metade dos casos. Jacareí registra duas mortes, enquanto São José dos Campos e Tremembé contabilizam uma cada. Outros 16 óbitos seguem em investigação na região.
Município mantém situação de epidemia
A quarta morte ocorre em meio à situação de epidemia decretada por Taubaté no mês passado, após escalada no número de casos. A medida segue em vigor e amplia a estrutura de combate ao Aedes aegypti, incluindo mutirões em bairros, ações de bloqueio e campanhas de orientação aos moradores.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica, o intervalo entre o óbito e a confirmação oficial ocorre porque mortes suspeitas passam por análise clínica, laboratorial e epidemiológica antes de entrarem nos painéis de monitoramento. O Departamento Regional de Saúde de Taubaté, responsável por 39 cidades, registra 6.908 casos confirmados de dengue em 2026.
Histórico das mortes em Taubaté em 2026
- 1ª morte: homem de 80 anos, morador do Jardim Gurilândia
- 2ª morte: adolescente de 13 anos
- 3ª morte: homem de 54 anos, confirmada nesta semana
- 4ª morte: mulher de 21 anos, moradora do Parque Três Marias
Reflexos para o Litoral Norte
Embora os óbitos estejam concentrados no Vale do Paraíba, a circulação intensa entre as duas regiões — pela Rodovia dos Tamoios — coloca o Litoral Norte em alerta. Cidades como Caraguatatuba, São Sebastião, Ubatuba e Ilhabela têm intensificado nos últimos meses vistorias de quintais, ações educativas em escolas e campanhas de eliminação de criadouros, sobretudo após a alta de casos no início do ano.
Como evitar focos do mosquito
A maior parte dos focos do Aedes aegypti está dentro dos imóveis, em recipientes com água parada. As autoridades de saúde orientam moradores a eliminar acúmulos em vasos, pneus, garrafas, calhas, ralos, caixas d'água abertas e qualquer objeto que possa reter água.
Sintomas que exigem atenção
A população deve procurar atendimento em caso de febre alta, dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, náuseas, vômitos ou cansaço intenso. Já os chamados sinais de alerta — dor abdominal forte, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência, irritabilidade ou piora após a queda da febre — exigem atendimento imediato em unidade de saúde.