Ubatuba: casos confirmados de dengue caem 86% no 3º trimestre
Boletim da Vigilância Epidemiológica mostra 3 confirmações em setembro, contra 22 em julho. Em outubro, 16 casos suspeitos ainda aguardam resultado de exame
Os casos de dengue caíram em Ubatuba ao longo do terceiro trimestre de 2026. É o que mostra o boletim de arboviroses da Vigilância Epidemiológica, ligada à Secretaria Municipal de Saúde, atualizado na segunda-feira (26/10). A maior queda foi nos casos confirmados por critério clínico-epidemiológico: eram 22 em julho e foram 3 em setembro, uma redução de 86,36%.
Os números de julho a setembro
O levantamento conta todas as ocorrências registradas no município, incluindo casos suspeitos, confirmados e descartados. Veja como cada indicador evoluiu:
- Total geral de ocorrências: 125 em julho, 106 em agosto e 97 em setembro (queda de 22,4%);
- Confirmados por quadro clínico-epidemiológico: 22 em julho, 10 em agosto e 3 em setembro (queda de 86,36%);
- Descartados clinicamente: 92 em julho, 84 em agosto e 81 em setembro (queda de 11,95%);
- Descartados por exame de laboratório: 9 em julho e 9 em setembro.
Outubro tem 16 casos à espera de exame
Até o início da terceira semana de outubro, a Vigilância Epidemiológica havia recebido 80 notificações de dengue. Dessas, 2 foram confirmadas por critério clínico e 62 foram descartadas clinicamente. Outros 16 casos suspeitos aguardam o resultado do exame. Por isso, o balanço do mês ainda pode mudar.
Prevenção depende também dos moradores
O secretário de Saúde, Ailton Félix, afirmou que o combate às arboviroses é um trabalho conjunto entre a prefeitura e a população. Segundo ele, a prefeitura age quando há risco de surto, mas eliminar os lugares onde a água da chuva fica parada é também responsabilidade dos moradores.
O mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, zika e chikungunya, se reproduz em água parada. Os pontos que mais exigem cuidado são:
- pneus e garrafas abandonados;
- pratinhos de vasos de plantas;
- caixas d'água sem tampa ou mal vedadas.
O alerta pesa mais nesta época, com a chegada de dias mais quentes e de chuva no Litoral Norte. Esse clima favorece a reprodução do mosquito, que costuma aumentar entre o fim da primavera e o verão.