O número de microempreendedores individuais (MEIs) do comércio varejista de bebidas, segmento das chamadas adegas de bairro, cresceu 12,4% em Ubatuba entre 2021 e 2026. O dado vem de um levantamento do Sebrae-SP feito com base em registros do Portal do Empreendedor, divulgado pela Prefeitura de Ubatuba.

O estudo considera apenas os negócios enquadrados no CNAE 4723-7/00, código usado por estabelecimentos que vendem bebidas para retirada ou entrega, sem consumo no local. A divulgação não informa quantos MEIs desse tipo existem hoje em Ubatuba, apenas o percentual de crescimento.

Ritmo acima da média regional

A alta registrada em Ubatuba supera a do conjunto do Vale do Paraíba e Litoral Norte, onde os MEIs do segmento passaram de 2.507, em 2021, para 2.769 em 2026, avanço de 10,4%. O maior salto ficou com o Vale Histórico, que foi de 953 para 1.151 registros no período, aumento de 20,8%.

  • Ubatuba: +12,4% (2021–2026)
  • Vale do Paraíba e Litoral Norte: de 2.507 para 2.769 MEIs (+10,4%)
  • Vale Histórico: de 953 para 1.151 MEIs (+20,8%)

Somadas, as regiões reúnem hoje 3.920 empreendedores do ramo optantes do Simples Nacional.

Entrega e redes sociais

Segundo o Sebrae-SP, parte da expansão está ligada à combinação entre a loja física e os pedidos feitos por aplicativos de mensagens, redes sociais e serviços de entrega, modelo que ganhou força na pandemia de Covid-19. Além de cervejas, vinhos, destilados, refrigerantes e água, muitas adegas ampliaram a oferta com gelo, carvão, petiscos e itens para festas.

Planejamento antes de abrir

A entidade alerta que o crescimento do setor não dispensa preparo de quem pretende entrar no mercado. Controle de estoque, formação de preço, fluxo de caixa, concorrência e o perfil do consumidor do bairro estão entre os pontos que, segundo o Sebrae-SP, precisam ser avaliados antes e durante a operação.

Para a consultora Natália Sirobaba, especialista em alimentação do Sebrae-SP, abrir a empresa é só o começo, e conhecer o público e acompanhar as finanças de perto faz diferença no resultado do negócio.

Em uma cidade turística como Ubatuba, onde o movimento muda bastante entre a temporada e os meses de baixa, a localização, os horários de pico e a viabilidade das entregas também influenciam quais produtos e estratégias funcionam melhor, segundo a entidade.