Ubatuba: consulta na UBS Itaguá espera 121 dias e MP cobra dados
O pedido foi feito em 17 de junho. A Secretaria de Saúde disse à Promotoria que a agenda da unidade estava regularizada, e o MP deu 30 dias para a Prefeitura informar o tamanho da fila e o número de médicos
Um pedido de consulta médica de rotina feito na UBS Itaguá, em Ubatuba, completou 121 dias sem atendimento na sexta-feira (16/10), segundo o site A Guardiã da Notícia, que acompanha o caso. O pedido foi registrado em 17 de junho. Na época, a unidade disse que não havia agenda livre e colocou o paciente na lista chamada Garantia de Acesso.
O caso é acompanhado em um procedimento do Ministério Público de São Paulo. A Promotoria quer saber se a regularização da agenda, informada pela Prefeitura, de fato aconteceu.
O que diz a Secretaria de Saúde
Em relatório de 24 de agosto enviado ao Ministério Público, a Secretaria Municipal de Saúde disse que a UBS Itaguá foi reorganizada entre março e agosto. Segundo a pasta:
- a Garantia de Acesso servia para organizar pacientes com demandas médicas gerais;
- os pacientes eram chamados pela ordem de inclusão na lista, conforme houvesse vagas;
- durante a reorganização, um médico atendia só os pacientes dessa fila, duas vezes por mês.
O relatório admite que havia pessoas esperando atendimento. Mesmo assim, conclui que a demanda foi sendo absorvida aos poucos e que a agenda da unidade estava regularizada.
O que o caso mostra
O caso acompanhado pela reportagem contradiz essa conclusão. Em 25 de setembro, o pedido já tinha 100 dias de espera. Três semanas depois, a consulta ainda não tinha sido feita.
O que a Promotoria pediu
Depois da resposta da Prefeitura, a Promotoria mandou um novo ofício em 29 de setembro. Ela pede:
- o número de pessoas incluídas na Garantia de Acesso entre março e agosto e a evolução da fila mês a mês;
- o tempo médio de espera e o número de vagas para consultas gerais;
- quantos pacientes ainda aguardam atendimento;
- quantos médicos trabalham na UBS Itaguá;
- se houve afastamentos, vagas não preenchidas ou outras mudanças que tenham reduzido a oferta de consultas.
A movimentação mais recente do procedimento foi na quinta-feira (15/10). Em despacho, o promotor Valter Luciano Leles Junior decidiu aguardar a resposta da Prefeitura ao ofício. A Prefeitura tem 30 dias para responder. Se o prazo acabar sem resposta, o procedimento volta para nova análise da Promotoria.
A fonte não traz manifestação da Prefeitura sobre o caso após o novo ofício.