A Vigilância Epidemiológica de Ubatuba deu um passo para melhorar a qualidade dos dados de mortalidade do município. A coordenadora do setor, Alyne Ambrogi, participou na última semana, na capital paulista, da capacitação "Aprimoramento na Seleção de Causa de Morte no uso da Classificação Internacional de Doenças – CID-10", voltada ao aperfeiçoamento dos procedimentos de análise, seleção e codificação das causas de óbito.

A formação ocorreu no âmbito do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC) e reuniu profissionais da área de vigilância em saúde.

O que foi abordado na capacitação

Durante o curso, os participantes trabalharam o preenchimento e a análise do atestado de óbito, o uso dos três volumes da CID-10 e do respectivo Índice, além do Seletor de Causas Básicas (SCB). O conteúdo tratou ainda do princípio geral e das regras de seleção e modificação usadas para identificar a chamada causa básica da morte, com exercícios práticos aplicados a diferentes tipos de ocorrência.

A programação incluiu situações específicas, como mortalidade materna e perinatal, procedimentos cirúrgicos, causas externas, neoplasias, AIDS, H1N1 e Covid-19.

Por que a causa básica importa

A causa básica é definida como a doença ou lesão que iniciou a sequência de acontecimentos que levou à morte. Nos casos de causas externas, considera-se as circunstâncias que originaram a lesão ou o evento fatal.

"A correta identificação dessa informação é necessária para a produção de estatísticas de mortalidade e para a análise da situação de saúde da população", destacou Alyne Ambrogi.

No Brasil, a Declaração de Óbito é o documento que alimenta o Sistema de Informação sobre Mortalidade. A partir desses registros são produzidos indicadores utilizados pelas secretarias de Saúde para acompanhar a mortalidade, identificar situações de interesse epidemiológico e planejar e avaliar políticas públicas.

Impacto para Ubatuba

Segundo a coordenadora, a participação deve reforçar as rotinas locais de análise dos registros de mortalidade e a qualidade das informações inseridas nos sistemas de saúde.

"Os dados qualificados permitem acompanhar o perfil dos óbitos no município e subsidiar o planejamento das ações de vigilância e assistência à saúde", concluiu Alyne.