A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Centro de Caraguatatuba reorganizou, desde o início de julho, o modelo de atendimento aos pacientes de menor gravidade. A mudança no chamado fluxo "Fast Track" concentrou em um único ambiente as etapas de classificação de risco, consulta médica e administração de medicamentos, com o objetivo de encurtar o tempo que o paciente passa dentro da unidade.

Segundo a Prefeitura, nas duas primeiras semanas do mês o sistema reorganizado registrou 1.154 atendimentos, com permanência média de 22 minutos entre a chegada e a alta médica. Os números se referem aos casos de baixa complexidade encaminhados ao fluxo rápido.

Como funciona o fluxo rápido

O Fast Track é destinado a pacientes classificados com as pulseiras azul e verde, que indicam situações de menor risco. Após a avaliação inicial feita pela equipe de enfermagem, essas pessoas permanecem em uma área designada próxima à recepção de adultos, onde recebem a consulta médica e os medicamentos prescritos sem precisar circular por outros setores da unidade.

De acordo com a administração municipal, o modelo redesenhado opera com uma equipe diária formada por dois enfermeiros, um médico e um técnico de enfermagem. Os serviços da UPA Centro são gerenciados pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Bernardo do Campo.

Por que a mudança importa

A separação dos casos leves em um fluxo próprio é uma estratégia adotada por serviços de urgência para evitar que pacientes de baixa complexidade fiquem retidos na mesma fila dos atendimentos mais graves. Ao reduzir o tempo de permanência, a medida tende a aliviar a superlotação e a agilizar tanto os casos simples quanto os que exigem cuidado imediato — ponto sensível no Litoral Norte, onde a demanda por atendimento se intensifica nos períodos de alta temporada.