A campanha de vacinação contra a gripe segue ativa em Caraguatatuba, com atendimento nas unidades de saúde do município e foco em ampliar a cobertura antes do pico do inverno no Litoral Norte. A imunização é considerada estratégica para reduzir casos graves de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e internações, especialmente entre grupos prioritários.

Quem pode se vacinar

A vacina contra a gripe está disponível para o público-alvo definido pelo Ministério da Saúde, que reúne crianças a partir de seis meses, idosos, gestantes, puérperas, povos indígenas, trabalhadores da saúde, professores, pessoas com comorbidades, profissionais de segurança e forças armadas, entre outras categorias. A orientação é apresentar documento com foto, CPF e a carteira de vacinação no momento do atendimento.

Onde se imunizar

As doses são aplicadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Estratégias de Saúde da Família (ESFs) espalhadas pelos bairros da cidade, de segunda a sexta-feira, em horário comercial. A Secretaria Municipal de Saúde recomenda que moradores procurem a unidade mais próxima de casa para facilitar o acompanhamento do esquema vacinal e atualizar outras vacinas do calendário, se necessário.

Adesão e contexto regional

A mobilização em Caraguatatuba acompanha movimento semelhante em cidades vizinhas. Ubatuba, por exemplo, anunciou a abertura da vacinação para toda a população acima de seis meses a partir de 1º de junho, em esforço para elevar a cobertura — ainda abaixo da meta nacional. No Litoral Norte, o avanço do frio e a maior circulação de pessoas durante feriados prolongados, como o de Corpus Christi, em 4 de junho, tendem a aumentar a transmissão de vírus respiratórios, o que reforça a importância da imunização.

Por que a adesão local importa

Especialistas lembram que a vacina contra a gripe não evita resfriados comuns nem a covid-19, mas reduz significativamente o risco de complicações causadas pelos vírus Influenza A e B, principais responsáveis pelos quadros mais graves no inverno. A baixa adesão em campanhas anteriores tem preocupado gestores de saúde do litoral paulista, que pedem que famílias não deixem para a última hora a procura por imunização.