Ilhabela discute criar conselho de igualdade racial com o MP
No Paço Municipal, a 1ª reunião do projeto Cidades Antirracistas juntou Ministério Público, vereadores, secretarias, quilombolas, comunidades tradicionais e Pataxó. O MP vai pedir à prefeitura que indique o órgão responsável pela política
Ilhabela começou a se preparar para aderir ao projeto Cidades Antirracistas, do Ministério Público de São Paulo (MPSP). A primeira reunião sobre o tema foi na quinta-feira, 22 de outubro, no Paço Municipal. A ideia é dar ao município uma estrutura permanente de promoção da igualdade racial. A principal proposta é criar um conselho municipal dedicado ao assunto.
Quem participou
Estavam na reunião:
- representantes do MPSP;
- vereadores;
- as secretarias municipais de Cultura, Educação e Desenvolvimento Social;
- movimentos negros e LGBTQIAPN+;
- comunidades quilombolas e tradicionais;
- representantes do povo Pataxó.
O que foi discutido
A pauta teve três temas principais:
- Conselho municipal de igualdade racial: os participantes discutiram quem vai compor o conselho e quais poderes ele terá. O projeto de lei para criá-lo deve ser escrito em conjunto com a sociedade civil.
- Plano municipal e estrutura administrativa: o município precisa definir um plano para o tema e decidir qual área da prefeitura vai cuidar dele.
- Educação antirracista: a Secretaria de Educação apresentou o que já faz, como a formação de professores e o trabalho de letramento racial.
Próximos passos
O Ministério Público vai enviar um pedido formal à Prefeitura de Ilhabela para que ela indique o órgão responsável pela política de igualdade racial. Até agora, não foram divulgados prazos para essa indicação nem para o envio do projeto de lei do conselho à Câmara.
O projeto Cidades Antirracistas incentiva os municípios a criar órgãos permanentes para o tema e a aderir ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir). A adesão ao sistema dá acesso a apoio técnico e financeiro para as ações locais.
Por que importa
Em Ilhabela vivem comunidades tradicionais e quilombolas, e o arquipélago também tem representação indígena. Uma política formal, com conselho e órgão próprio, cria um canal permanente para esses grupos apresentarem demandas ao poder público. Também é condição para a cidade buscar recursos federais para a área.
Com informações do Fala Ilhabela.