Ilhabela: falso Wi-Fi grátis em QR code é golpe de dados
Cartazes com o logo do Governo de SP em pontos de ônibus escondem o golpe do 'quishing', que instala aplicativos maliciosos para roubar senhas e dados bancários
Moradores e turistas de Ilhabela devem redobrar a atenção com cartazes que prometem Wi-Fi grátis em pontos de ônibus da cidade. Os avisos, que exibem indevidamente o logotipo do Governo do Estado de São Paulo para parecerem oficiais, escondem um golpe cibernético voltado ao roubo de dados pessoais e bancários.
A fraude é conhecida como quishing, um tipo de golpe que usa QR codes falsos para levar a vítima a baixar programas maliciosos. Ao mirar a câmera do celular no código impresso no cartaz, o usuário é induzido a instalar um aplicativo que infecta o aparelho e abre caminho para que criminosos acessem senhas, fotos e informações financeiras.
Como o golpe funciona
A estratégia dos golpistas é simples: fixar os cartazes em locais de grande circulação, como pontos de ônibus, para atingir pessoas desavisadas. A promessa de conexão gratuita à internet serve de isca. Uma vez instalado, o software malicioso passa a operar em segundo plano, sem que a vítima perceba, e transmite dados confidenciais aos criminosos.
Como se proteger
Especialistas em segurança digital reforçam que nenhuma rede pública de Wi-Fi oficial, seja municipal ou estadual, exige a instalação de aplicativos a partir de papéis colados em vias públicas. Serviços legítimos são acessados diretamente pela lista de redes sem fio do próprio celular, sem downloads intermediários.
Entre as recomendações para evitar cair no golpe estão:
- Desconfiar de QR codes impressos em cartazes de rua que prometem internet grátis;
- Não instalar aplicativos indicados por esses códigos;
- Conferir se a conexão a redes públicas ocorre pela própria lista de Wi-Fi do aparelho.
Quem já escaneou o código e baixou o arquivo deve agir rapidamente: desinstalar o programa imediatamente, rodar uma varredura com antivírus atualizado e trocar as senhas de aplicativos bancários e de e-mail. Em caso de movimentações suspeitas, é indicado procurar o banco e registrar boletim de ocorrência.