Ilhabela: caça ilegal e 2 armas em trilha da Praia da Figueira
Ação conjunta da Polícia Ambiental com a Fundação Florestal encontrou restos de animais silvestres e um ponto de espera montado dentro do Parque Estadual de Ilhabela; ninguém foi preso e o caso virou inquérito.
Uma vistoria da Polícia Ambiental em conjunto com a Fundação Florestal encontrou, na quinta-feira (24), indícios de abate recente de animais silvestres na trilha da Praia da Figueira, em Ilhabela. O ponto fica dentro dos limites do Parque Estadual de Ilhabela, área de proteção onde a caça é proibida por lei.
No local, a equipe localizou penas de uma jacutinga e restos de uma paca, sinais que indicam que os animais foram mortos pouco antes da chegada da fiscalização. Também foi encontrada uma estrutura clandestina montada na mata, do tipo usado para atrair e esperar a passagem de animais — conhecida na região como trepeiro, ou ceva.
Duas espingardas e munição apreendidas
Nas proximidades da estrutura, os agentes apreenderam duas espingardas, de calibres .28 e .32, além de cartuchos calibre .32. Nenhum suspeito foi encontrado durante a abordagem na área de mata fechada, segundo o relato da ocorrência.
As armas, a munição e os vestígios dos animais foram recolhidos e encaminhados à delegacia. A autoridade policial registrou o caso e abriu inquérito para apurar os crimes ambientais de caça em unidade de conservação e o porte ilegal de arma de fogo. A apuração segue em andamento e, até o momento, não há autoria definida.
Por que o caso importa para Ilhabela
A maior parte do território de Ilhabela está inserida em área protegida, e as trilhas que levam às praias do costão são justamente os pontos em que o uso público e a mata fechada se encontram. Ocorrências como essa mostram o tipo de pressão a que a fauna da ilha está sujeita fora das áreas de maior circulação de moradores e visitantes.
A Praia da Figueira está entre os acessos alcançados por trilha no município, o que torna a fiscalização nesses trechos dependente de deslocamento por terra e de ações conjuntas entre o policiamento ambiental e o órgão gestor da unidade de conservação — o formato adotado nesta operação.