São Sebastião abre chamada por alimentos da Ilha Montão do Trigo
Programa Catrapovos, com apoio do MPF, vai levar peixes, frutos do mar e hortifrúti da comunidade caiçara às escolas municipais; inscrições até 6 de setembro
A Prefeitura de São Sebastião abriu uma chamada pública para comprar alimentos produzidos pela comunidade tradicional caiçara da Ilha Montão do Trigo, no litoral do município. A iniciativa é conduzida pela Secretaria da Educação (Seduc) e pela Secretaria do Meio Ambiente (Semam), que estiveram na ilha em visita técnica para apresentar a proposta aos moradores.
A ação integra o programa Catrapovos (Comissão de Alimentos Tradicionais de Povos) e conta com articulação do Ministério Público Federal. O objetivo é abastecer a merenda das escolas municipais com produtos frescos cultivados por povos e comunidades tradicionais, ao mesmo tempo em que se estimula a economia local e a soberania alimentar.
O que a Prefeitura vai comprar
Poderão ser oferecidos alimentos de produção caseira e artesanal, respeitando a disponibilidade sazonal e as tradições culinárias da região. Entre os itens aceitos estão:
- Peixes e frutos do mar;
- Frutas, verduras e produtos hortigranjeiros;
- Itens assados e outros produtos agrícolas caseiros;
- Produtos de origem animal.
Todos os produtos precisam estar alinhados aos cardápios aprovados pelas nutricionistas da rede municipal, garantindo o padrão nutricional das refeições servidas aos estudantes.
Como participar
As inscrições seguem abertas até 6 de setembro de 2026. As propostas podem ser entregues de três formas:
- Presencialmente, na Secretaria da Educação (Rua Amazonas, 13, Centro);
- Por e-mail, no endereço seduc@saosebastiao.sp.gov.br;
- Diretamente na escola da ilha, durante o horário de funcionamento.
Valorização da cultura caiçara
Ao priorizar a compra direta de quem vive e produz no território, a medida encurta a cadeia entre o produtor e a mesa das escolas e reconhece o papel das comunidades tradicionais na região. A Ilha Montão do Trigo é uma das áreas caiçaras mais preservadas do litoral norte paulista, e a iniciativa reforça a ligação entre educação, meio ambiente e modo de vida local.