São Sebastião: GCM prende dupla por tráfico perto de câmeras
Flagrante na Topolândia começou com a apuração de câmeras da Defesa Civil danificadas e terminou com a apreensão de cocaína, crack, K2 e maconha
Uma vistoria da Guarda Civil Municipal (GCM) de São Sebastião a câmeras de monitoramento danificadas terminou em prisão por tráfico de drogas na tarde de sexta-feira (28/8), na região do Itatinga, no bairro Topolândia. Um homem de 26 anos foi preso em flagrante e um adolescente de 17 anos foi apreendido.
Segundo a corporação, o patrulhamento foi acionado para verificar a depredação de equipamentos da Defesa Civil instalados em uma área de risco. As câmeras haviam sido danificadas naquele mesmo dia, e havia a informação de que a ação teria sido praticada por um jovem.
Como foi a abordagem
Durante as buscas na localidade conhecida como "Viela 90", os agentes localizaram o adolescente, que tinha características semelhantes às descritas e carregava uma sacola preta. Na abordagem, os guardas encontraram porções de substâncias com características de cocaína, K2 e maconha.
Ainda durante a ocorrência, um homem chegou ao local com uma bolsa preta e, ao perceber a presença da GCM, fugiu a pé por uma escadaria. Na corrida, ele dispensou a bolsa, que permaneceu no campo de visão dos agentes até ser recuperada. O suspeito foi alcançado e detido em seguida.
O que foi apreendido
No total, foram contabilizados, conforme o boletim de ocorrência, 49 pinos de cocaína, 71 porções de K2, 47 de crack e 20 de maconha, somando cerca de 265 gramas de entorpecentes, além de R$ 103 em dinheiro.
Os dois foram encaminhados ao 1º Distrito Policial de São Sebastião. O homem teve a prisão em flagrante decretada por tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menor. Ao adolescente foi aplicada a apreensão, com encaminhamento às medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Câmeras religadas e inquérito aberto
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar os fatos. As câmeras de monitoramento foram religadas, e as investigações apontam que a depredação teria sido feita justamente para dificultar a visualização da atividade de tráfico na região, que concentra áreas de risco monitoradas pela Defesa Civil.