O secretário de Obras de São Sebastião, Luis Eduardo Araújo, participou de audiência na Câmara Municipal na noite de quarta-feira (1º/7) para prestar esclarecimentos aos vereadores sobre o andamento das intervenções em curso no município, as paralisações registradas e os critérios que a atual gestão vem adotando para definir onde aplicar os recursos.

Segundo o secretário, o município conta atualmente com 12 obras paralisadas ou inacabadas. Ele afirmou que, no início de 2025, a Prefeitura precisou recorrer a medidas de contingenciamento financeiro diante da falta de recursos suficientes para manter em execução, ao mesmo tempo, todas as obras previstas.

Orçamento é previsão, execução depende de caixa

Durante a explanação, Luis Eduardo Araújo ponderou que o orçamento municipal funciona como uma previsão de investimentos, mas que a execução efetiva das obras está condicionada à disponibilidade financeira e ao empenho dos recursos. Por esse motivo, disse, nem tudo o que está orçado consegue ser tocado simultaneamente.

De acordo com o secretário, a orientação do prefeito Reinaldinho Moreira é priorizar as intervenções capazes de gerar maior impacto para a população, retomando gradualmente aquilo que estava parado à medida que houver condições de caixa.

Obras citadas na audiência

Entre os temas debatidos com os parlamentares, estiveram algumas das principais frentes que preocupam moradores de diferentes regiões do município:

  • A obra da Rua João Gabriel;
  • A pavimentação nos bairros de Cambury e Areião;
  • A situação das famílias removidas de Barequeçaba;
  • A futura Unidade Básica de Saúde de Maresias;
  • O Centro de Apoio ao Turismo Náutico.

Quem participou

Acompanharam a audiência os vereadores Luiz Cardim, João Paulo Teixeira, Daniel Simões, Henriana Lacerda, Tião da Solange, Maria Angela, Pedro Renato e o presidente da Casa, Edgar Celestino. Também estiveram presentes o secretário-adjunto de Obras, Newton Pertusi, e o secretário de Governo, Célio Moreira.

A prestação de contas ocorre em um momento em que a administração municipal tem anunciado investimentos setoriais, como o pacote voltado à ampliação da rede de saúde, e reforça o debate sobre como conciliar as demandas por infraestrutura com os limites do caixa municipal.