A Copa do Mundo de 2026, que será disputada em cidades dos Estados Unidos, Canadá e México, ganhou um novo capítulo de tensão diplomática nesta semana. O senador americano Marco Rubio, durante audiência da Comissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA, afirmou que o governo de Washington não permitirá que integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) entrem no território americano como parte da delegação iraniana ao torneio.

A declaração foi feita durante debates sobre o orçamento de 2027 do Departamento de Estado, apresentado pelo presidente Donald Trump. Rubio deixou claro que não há impedimento para a entrada da seleção iraniana de futebol nem de sua comissão técnica nos EUA, mas garantiu que qualquer pessoa ligada ao IRGC sem função esportiva comprovada será barrada. Segundo o senador, o monitoramento será feito de maneira "muito próxima".

O Irã disputará partidas em solo americano durante o Mundial, mas sua sede de concentração durante o torneio será no México, país co-sede do evento. A medida de vigilância específica sobre a delegação iraniana reflete as tensões acumuladas entre Washington e Teerã, que se intensificaram especialmente após uma escalada militar envolvendo EUA, Israel e Irã no final de fevereiro deste ano.

Atletas não são alvo das restrições

Rubio foi enfático ao distinguir os atletas e profissionais do futebol dos possíveis agentes do serviço de inteligência ou militares que poderiam integrar a delegação. A concessão de vistos ao restante da equipe esportiva, segundo ele, não está em risco. O que preocupa o governo americano é a possibilidade de uso da Copa do Mundo como oportunidade para a presença de pessoas ligadas à estrutura militar iraniana em território norte-americano.

Os detalhes operacionais sobre como será feita a triagem dos viajantes ainda não foram divulgados pelas autoridades americanas.

Interesse local pelo Mundial

Para os torcedores do Litoral Norte paulista, a Copa do Mundo de 2026 é um dos eventos mais aguardados do período. O Brasil, que buscará sua sexta conquista no torneio, jogará em um Mundial que pela primeira vez contará com 48 seleções. O episódio envolvendo o Irã ilustra como o maior evento esportivo do planeta não está imune às tensões geopolíticas globais — e que a organização de uma Copa disputada em três países diferentes apresenta desafios inéditos de segurança e diplomacia.