Ubatuba mapeia riscos com moradores de Sesmaria e Estufa II
Oficina de cartografia social reuniu Defesa Civil e comunidade para apontar áreas de risco e pontos de apoio em caso de chuva forte; atividade integra o plano de redução de riscos da Bacia do Rio Acaraú
Agentes da Defesa Civil de Ubatuba e moradores dos bairros Sesmaria e Estufa II passaram a segunda-feira (21) desenhando, em conjunto, um mapa do próprio território: onde estão os trechos considerados perigosos em dias de chuva forte, quais locais podem servir de abrigo e para onde a vizinhança deve correr em uma emergência. O encontro, batizado de oficina de Cartografia Social, aconteceu na sede do Projeto Namaskar e teve como tema "Nosso Território, Nossas Vidas".
Mapa feito por quem mora no lugar
A proposta da metodologia é simples: em vez de o poder público chegar com um mapa pronto, o desenho do território é construído com quem circula por ele todos os dias. Durante a atividade, os moradores indicaram os pontos que consideram de risco e também os espaços que poderiam funcionar como apoio em situações de emergência, como chuvas intensas e outros eventos adversos.
A oficina serviu ainda para apresentar à comunidade como a Defesa Civil atua e por que a participação dos próprios moradores pesa na prevenção e na preparação para desastres — informação local que raramente aparece em bases técnicas, como um bueiro que entope sempre no mesmo ponto ou uma encosta que escorre a cada temporal.
Etapa de um plano que abrange também o Itaguá
A atividade integra a elaboração do Plano Local Comunitário de Redução de Riscos (PLRR) da Bacia do Rio Acaraú, que, além de Sesmaria e Estufa II, alcança o bairro Itaguá. O trabalho é fruto de uma parceria entre o Projeto Namaskar, o Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) e a Defesa Civil Municipal.
Segundo a Prefeitura, o desenvolvimento do plano está previsto para durar 17 meses, sob supervisão do IPA, e deve incluir a identificação dos riscos, o planejamento de medidas preventivas e a definição de procedimentos para situações de emergência.
De modo geral, planos locais de redução de riscos funcionam como um roteiro combinado entre moradores e poder público para o momento da emergência, listando áreas críticas, rotas e pontos de encontro. A identificação e o mapeamento de áreas de risco estão entre as atribuições municipais previstas na Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (Lei 12.608/2012), embora a divulgação não detalhe qual norma ampara especificamente o plano da Bacia do Rio Acaraú.
O que a divulgação não traz
- Quantos moradores e quantos agentes participaram da oficina, além do horário e da duração do encontro.
- Quais pontos de risco e quais locais de apoio foram apontados pela comunidade.
- Quantas oficinas estão previstas no PLRR e quando ocorrem as próximas etapas.
- Se o Itaguá terá uma atividade específica e em que fase entra no plano.
- Se o mapa resultante será divulgado aos moradores e em qual canal.
- Quando os 17 meses de trabalho começaram a contar e como a iniciativa é financiada.
Com informações da Prefeitura de Ubatuba.